domingo, 18 de novembro de 2012

Amargura

Se ao soar dos sinos
a noite eu pudesse apagar,
num repente a dor
que sucumbe em minha mente,

Então num riso contente
tudo voltaria ao seu lugar novamente,
e eu, com meu eu estaria
em paz para viver livremente.

Mas, a dor é muito forte
e o coração está sem norte,
como se o conduzisse a morte;

E no desejo do pesadelo acordar,
e novamente voltar a amar,
pois sozinha é a dor do ficar.

                                               (Maria Inês Silva de Souza)

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