segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Amor é a salvaguarda da dignidade humana

   Pra todo ser humano o amor é a coisa mais bela que para ele já aconteceu ou acontecerá.
   Amar é tão fácil quanto atirar um beijo para uma criança, ou tão fácil quanto beijar um velhinho quando está triste.
   É tão maravilhoso quanto sentir que se é amado e respeitado acima de tudo e de qualquer coisa.
   Amar é rejeitar o egoísmo, a soberba, a indulgência, a falta de confiança, a malícia e tudo o quanto pertence ao mundo da "hipocrisia".
   Se você ama é porque você quer ser amado, se você quer ser amado, certamente é porque você sabe o que é sentir amor e se você sabe disso é porque você é um ser humano.
   O amor é nossa tábua de salvação para qualquer coisa; incluindo a tudo isso nossa irresponsabilidade que às vezes é tão grande quanto o nosso amor ou nosso convencimento.
   Para quem quer ser digno de amar e ser amado deve acima de tudo, ter paciência, zelo com a pessoa amada, carisma para poder conquistá-la, vontade de conhecê-la, bom humor nas horas felizes e saber ser adulto nas horas amargas e tristes.
   Para ser digno de si mesmo você deve primeiro aprender a amar e saber respeitar o seu ou o ser amado dos outros.
   Cada gesto de amor seja dirigido a quem quer que seja, em qualquer ocasião se vier do fundo de seu coração, tenha absoluta certeza, será a chave para o perdão de cada pecado seu. Seja ele grave ou simples casualidade do seu cruel destino (ao qual você mesmo é quem faz).
   Para amar você não deve apenas dizer que ama mas sim demonstrar o que sente através de seus atos que devem ser simplesmente nobres.
   Se você me acha um tanto convencida com os meus métodos de amar, bem...vou lhe contar um grandíssimo segredo só para você ter certeza de que não é difícil amar com esses métodos.
   "Certa vez, eu deveria ter uns oito anos, eu conheci uma menina que era de cor (negra como muitos dizem), ela não sei porque era muito separada das demais colegas, parecia que tinha medo.
   No meu primeiro dia de aula tive que me sentar ao lado dela pois não haviam mais classes disponíveis e eu pensei:
   - Que droga, me sentar do lado dessa negra, por que não puseram aqui outra negra?
   Por obrigação de colega tive que falar com ela e no momento em que ela me dirigiu a palavra eu ouvi sua voz me dizendo por dentro daqueles olhos escuros: - Quero ser tua amiga, quero ter um amigo.
   O tempo foi passando e nós a cada dia que passava nos tornávamos, mais e mais amigas. Naqueles dias foi que pude perceber como às vezes somos maldosos e egoístas.
   Um  dia ao chegar no colégio vi minhas colegas e não amigas, dizendo, ou melhor exigindo que ela minha "amiga de cor" lhes ensinassem a lição.
   Senti a hipocrisia no rosto delas e a maldade em seus corações, e ali naquele dia aprendi a amar qualquer tipo de pessoa com seus valores e seus atributos menos favorecidos".
   Hoje, após sete anos eu me recordo tão bem de minha amiga Carmem, que hoje deve ser uma mocinha maravilhosa.
   Para quem não quiser acreditar em minha história, não me fará falta pois afinal, para mim o que valeu foi a minha descoberta, talvez a maior de minha vida, pois foi minha descoberta de um verdadeiro ser humano que hoje sou
   Hoje me acho digna de amar e ser amada, pois afinal adquiri dignidade na pele de minha amiga Carmem.

                                                                              (Maria Inês Silva de Souza)




domingo, 28 de outubro de 2012

Cada noite de inverno é uma noite de verão

Noite de inverno que vaga em meu pensamento,
Voa livre como o vento, não pára de voar.
Lembro-me do vento minuano soprando,
Sopra frio e ardente, assim como a mágoa da gente
Aquela do grande amor, que partiu e deixou dor.

Vai noite de inverno dizer a noite de verão,
Que hoje ão o viste na praia, e ela irá te dizer:
A culpa é tua não minha, por que mandaste o vento?
A moça que antes sorria ao ver seu grande amor,
Hoje chora baixinho tentando acalmar sua dor.

Na noite de verão passeava com ele,
Agora, por ser noite de inverno
Ela fica na janela sentindo no rosto triste
A brisa que o vento de inverno lhe trás com muito lamento.

A moça ainda chora, espera seu grande amor,
Já passou-se muitos anos e ela ainda espera
Talvez que o vento vá embora e naquela hora,
De um cantinho do mundo surja o seu amor
Que ela com muito amor e carinho chama de "meu Carlinhos".

                                                 (Maria Inês Silva de Souza)


Criança

Ah, criança
Coisa doce, coisa linda
Coisa sensível, coisa perdida
Coisa selvagem, coisa mais linda
que já morou comigo dentro do coração.

Quando eu era criança
cantava, rezava, pensava e observava
para mim tudo era certo
mas era errado
era bonito e era feio
era doce mas tinha um gosto amargo.

Na realidade quando eu era criança tudo era...
Ah, sabe como era?
Eu era uma criança.
Simplesmente criança.

                                                    (Maria Inês Silva de Souza)


As pessoas me fazem assim

   Por que eu? por que o mundo não compreende que eu quero ser feliz?
   Ah... o que eu não daria pra trocar o "o" de ódio pelo "a" de amor, o "c" de castigo pelo "p" de perdão.
  O que eu não faria para trocar cada coisa maligna por duas coisas boas. Mas sempre que tento fazê-lo dizem que eu quero ser mais que os outros, que quero aparecer, me izibir, mandar nos outros. Quando tento dizer a um amigo que o que ele está fazendo é errado, chamam-me de careta e ainda dizem que não tenho nada a ver com isso.
   Esse é o problema. Ninguém quer se preocupar com ninguém. Todos têm medo que ajudando alguém, esse alguém também queira ajudá-lo e o consiga. Conseguindo vai acabar com seus problemas e então ele não poderá mais fazer coisas erradas e colocar a culpa em seus problemas; que na realidade lhe serve de um miserável escudo usado como justificativa para seus atos.
   Pessoas assim não sentem nada ou simplesmente se negam a sentir. Vivem com o corpo e a alma fechados para qualquer tipo de sentimento. Esse é o motivo pelo qual elas não entendem que eu quero ajudá-las porque gosto delas de verdade, e não peço nada em troca a não ser sua amizade. Uma amizade verdadeira. Mas não posso fazer tudo sozinha.. Preciso de alguém para enxugar minhas lágrimas, para me ouvir falar e segurar minha mão quando necessário e principalmente confiar em mim.
   Mas ninguém me vê, sou muito insignificante, sou um nada no mundo, as pessoas me fazem assim. Com seu orgulho barato fecham os olhos, calam a boca, tapam os ouvidos e se afastam de mim. Por que fazem isso comigo?
   Só porque não aprecio rock internacional, cigarros, bebidas, e todo esse tipo de coisa que possa degradar minha personalidade moral e espiritual, porque sou humana?
    Por que ninguém me escuta?
   Eu sou humana, tenho um coração que está se transformando em pedra, uma alma vazia, um corpo morto-vivo.
   "Eu sou nada dentro de um nada maior ainda".

                                                                           (Maria Inês Silva de Souza)


Chove lá fora

Chove lá fora
O céu está de um cinzento
meio turvo nebulento,
Há um pouco de vento
meio frio e sonolento.

Chove lá fora
Todos foram embora
Até a velha senhora
aquela que nos adora.

Chove lá fora
Me sinto um pouco sozinha
Ainda não chegou a tardinha
E me sinto livre como uma pluminha.

Chove lá fora
O tempo passa sem demora
Muita gente esquece a hora,
E o tempo é sem regresso
Tudo passa vai embora,
Por que ainda chove lá fora.

                                              (Maria Inês Silva de Souza)


Fazendo o que não devia

Andando de bicicleta
Já levei muitos tombos.
Andando de balanço
Já levei muitos barrancos.
E, amando quem não devia
Já nasceu uma ferida bem onde não poderia
"DENTRO DO CORAÇÃO".

                                              (Maria Inês Silva de Souza)


Saudade

Ah, meus tempos de criança
Quando eu andava de balanço
Na casa da minha tia
Naquela chuva tão fria
Como minha mãe já dizia:
- Pai nosso, ave-maria
Para as crianças de hoje em dia.

                                           (Maria Inês Silva de Souza)


Ilusão, simplesmente ilusão

Eu gostaria que você um dia, chegasse junto de mim, olhasse nos meus olhos e dissesse: EU AMO VOCÊ, O RESTO NÃO IMPORTA. 
Eu lhe diria a mesma coisa, com a mesma emoção e amor.
Mas como vê é um sonho, e os sonhos também são destruídos.
Este eu conservo dentro de mim como minha alma.
Você tem tanto coisa linda que eu não consigo citá-las,
são tantas interiores e exteriores, que o mundo possuindo tudo o que possui,
quando se aproxima de você eu tento compará-los mas não vejo o mundo.
Você tem um olhar triste, mas quando se aproxima de alguém que sofre,
você com seu olhar acaba com ela.
Uma voz doce e suave como o violino em uma orquestra sinfônica;
Um coração puro e sensível que nem percebe que o possui.
Gostaria que você não fosse famoso, mas simples como eu. 
Que você fosse meu, e nunca de tantas garotas. 
Que você vivesse para mim e não para multidões.
Pode ser egoísmo querer você exclusivamente para mim, mas eu nunca
tive nada que alguém não tenha tirado de mim; e eu queria que você
fosse minha primeira excessão.
Se um dia precisar de amor, carinho e compreensão, sinceridade
e não encontrar ninguém, eu estarei aqui.
A felicidade não está sempre comigo mas sei como dá-la a alguém.
A última palavra é a mais forte, o último suspiro é o decisivo.

                                                                          (Maria Inês Silva de Souza)



Dor que Cala

Da chuva que cai do céu;
Do mesmo céu onde vive Deus;
O Deus que me criou, que me fez gente, que me ensinou a amar;
Que me mostrou a vida, que me apresentou a você.
Dessa chuva, deve ter um pedaço do meu pranto, que em noites tristes 
pensando em você, foge ao meu controle a procura de amor.
Esse pranto que na lama corre, mostra meu sentimento,
dói, machuca aqui dentro, mas não arranca você.
Não há dor nem sofrimento que vá me conformar.
Não há choro nem lamúria que possa fazer voltar
o meu coração e olhar para trás.

                                                                 (Maria Inês Silva de Souza)


Sinto

Sinto o ar bater em meu rosto
Sinto das flores um perfume doce
Sinto do sol o calor intenso
Sinto em Deus um amor imenso.

                                       (Maria Inês Silva de Souza)


Violência

Qual a razão de tanta violência, de mortes e tanto desamor?
Por que o homem vive em eterno conflito
com a própria vida e até mesmo com suas almas?
O amor está sendo suplantado pelo ódio e pelo rancor.
A bondade e a simplicidade pela ganância e pela falta de sensibilidade.
O carinho complementado pelo dinheiro.
Cada mundo, de cada alma, têm sua própria forma de destruição
esquecendo tudo o quanto importa, principalmente Deus.

                                                              (Maria Inês Silva de Souza)


Serão eles loucos?

Serão eles realmente loucos?
Serão eles pessoas doentes, que vivem em lugares imundos
sem ver o mundo ao seu redor?
Quais as perguntas que eles fazem entre si, para saber 
o que significa nossa violência racional e sem loucura?
Será que não somos nós os loucos e eles os juízes, 
donos de nosso fim?

Qual é a resposta para aquelas perguntas que eles
tem a fazer e nós nunca teremos respostas?
Na realidade eles são crianças em outra geração, 
jovens com outra juventude, velhos com mais sabedoria.
Eles são verdadeiros seres humanos, que não servem o mundo;
Mas o mundo é que os serve. E tem que aturá-los;
Pois, eles são frutos, flores mortas de sua ignorância e desamor.

                                                                           (Maria Inês Silva de Souza)


sábado, 27 de outubro de 2012

Eu Te Amo

Eu te amo por sua malícia,
Te amo por teu senso de humor,
Te amo por teu cinismo,
Te amo por tua indiferença,
Te amo porque eu sou uma tola,
Te amo porque você merece,
Te amo pelo simples desejo de amar.

                                             (Maria Inês Silva de Souza)




Meu sonho é o campo

Como era maravilhoso morar no campo,
para mim a cidade grande era um sonho.
Mas um dia vim para ela.
Não vim por minha vontade.

Aqui tudo é temporário e inerte,
cada pessoa, até o cheiro da terra.
O ar é demasiadamente pesado,
as plantas pedem carinho.

As flores não tem perfume,
a vida não tem esfera.
Minha vida mudou tanto
que as vezes, penso que caí em outra dimensão.

No campo eu tinha o céu,
aqui os arranha-céus sufocam meu panorama.
No campo eu tinha as estrelas,
aqui vejo fogos de artifícios ferindo e matando.

Eu me pergunto porque eles não são
como as estrelas que só embelezam.
Aliás nem preciso deles
prefiro as estrelas.

Hoje não sou mais criança
moro na cidade e sei de seus perigos,
mas ainda prefiro 
o campo pois, lá eu nasci e lá

Eu me encontro.
Encontro todos os meus sonhos,
que em menina aspirei.
Mas, hoje para mim o CAMPO é um SONHO.

                                      (Maria Inês Silva de Souza)


A Chuva e o Céu

Olho a chuva e o céu
e encontro mais que paz.
Encontro a vontade de poder
sentir mais fundo o que vejo.

Vejo a folha da planta
que brilha no clarão do céu.
Vejo uma pequena lagoa
da qual nenhum pássaro pode beber.

Vejo o pássaro voando
ao qual ninguém pode capturar.
Olho a criança correndo
vivendo e aprendendo.

Depois de ver tanta coisa
decidi que vou somente sorrir.
Não quero mais chorar
quero sonhos capturar.

Viver tudo em grandes momentos
é tudo que me interessa.
É exatamente o que eu quero
que você comigo aprenda.

                                                     (Maria Inês Silva de Souza)


Procura

Estive pensando...
em como o mundo é cruel.
É comigo, é com você, é conosco.
Mas os culpados somos nós mesmos.

Sabe que as vezes eu penso,
que neste mundo não há vida.
Claro que somente penso,
pois se provasse, as pessoas se assustariam.

O homem encontrou uma maneira estúpida
de exorbitar a degradar a natureza,
e até mesmo a vontade sagrada de Deus,
sem pensar nas consequências.

Fico embebecida com a beleza
e triste com a amargura
que a doce natureza conduz
pelos séculos que se reduzem.

Talvez algum dia mude,
e então quem sabe,
eu possa sentir-me viva
nesse mundo de falsa felicidade.

                                            (Maria Inês Silva de Souza)




No crepúsculo da noite

Eu estou aqui
ouvindo sons diversos
de feras e insetos
que na escuridão procuram sua sorte.

Ouço os insetos,
choram como bebês,
amedrontados com seu próprio ruído,
perdidos em chamados de mães desesperadas.

Num canto deste crepúsculo
encontro uma criança
que chora já há muito
sem fé nem esperança nas lágrimas que há muito rolam.

Das mãos trêmulas que acaricio,
das lágrimas que seco,
vejo no rosto cansado
brotar o mais lindo sorriso.

Depois de passar muitos anos
de sorrisos multiplicados
vejo que no crepúsculo da noite
colhi uma esperança.

                                             (Maria Inês Silva de Souza)


Confissão ao vento

Me inspiro em você
para escrever um poema
na noite, quando cai sereno
sonho com você no soneto do vento.

Na manhã vejo seu rosto
na tarde ouço seu sorriso
e ao chegar novamente a noite
só consigo ouvir meu pranto.

Meu pranto cai como chuva
na terra árida do deserto.
Cai como água fervente no fogo incandescente,
são temperaturas irmãs que se unem para morrer.

                                                       (Maria Inês Silva de Souza)


O Crime

Na noite escura
Caminha pela rua uma moça,
vem cansada do trabalho
da luta diária que enfrenta.

De repente ouve passos
corre, foge, mas não adianta.
Logo adiante é emboscada,
e sua vida torna-se um inferno.

Suas roupas arrancadas,
seu corpo ferido e marcado.
Vão chamá-la de desonrada,
e vão xingá-la de mulher mundana.

Nos beijos jogados a força
no corpo cansado da moça,
restou apenas a tristeza
da justiça que não foi feita.

Agora que já passou-se
muito tempo do delito,
um homem acha-se morto
com o corpo esquartejado
na mesma calçada fria.

                                                              (Maria Inês Silva de Souza)


A Chibata e o Escravo

Ouço o canto do negro
que chora enquanto canta.
Vejo a lágrima na pele
que escoa em forma de suor.

Sinto o cheiro de sangue
do negro marcado na noite
por uma chibata bem seca
que lhe cortou a pele sangrenta.

Na pele do negro 
que ensanguentado não chora
vejo a força da vida humana
lutando por sua glória.

Entre risos e sorrisos
ouço um som bem diferente
é o suor de sangue ardente
do negro que agora faz inerte recostado ao tronco.

                                                  (Maria Inês Silva de Souza)


Sonho do Coração

Penso em tanta bobagem
Quando estou triste
Que sinto até vontade de morrer.
Será que a morte resolveria?

Caindo na morte, levanto
na vida e ressuscito ao amanhecer.
Passo por selvas de trevas
de turbilhões de sonhos e tentações.

Caio finalmente na glória
aqui tudo é tão bonito.
As pessoas se amam e se respeitam,
há harmonia e felicidade ante tanta simplicidade.

Na harmonia vejo minha mãe
na felicidade me vejo com ela
de mão dadas e coração aberto
de encontro com a verdadeira paz.

                                                                      (Maria Inês Silva de Souza)


A Rosa Morta

Ontem fui ao jardim
No chão havia uma rosa.
Pobre rosa já sem pétalas, 
sem pólen, sem vida.

Mas era a rosa mais linda
Pois ela já havia vivido,
enfrentando encantos e perigos
gozando de grandiosos sorrisos.

Era como um doce,
depois de ser apurado,
era como um sonho
depois de ser realizado.

Havia nela uma meiguice
pura, doce e serena.
Mostrava uma segurança
coberta de esperança.

Pois aquela rosa era eu
Bem depois de ser criança.
Seria calma e serena, pois
Já haveria encontrado a 
Paz, que a vida com a luta,
para cada um de nós trás.

                                                           (Maria Inês Silva de Souza)


Sonho

Sonhei que o mundo não mais chorava de dor.
Sonhei a coisa mais linda,
Sonhei com uma alma perdida
A qual eu encontrei.

No sonho eu era criança,
brincava naquela calçada.
E passando muito tempo,
Eu tornei-me uma esperança.

Das rosas que eu jogava
 No caminho das pessoas
Nasceram sonhos dourados
Da menina que eu já fui.

No sonho eu também via
Uma grande multidão
Perdida na areia fria
Na praia da desilusão.

Como aquela gente
Eu me perdi no meu sonho
E quando acordei
Percebi que não estava sonhando.

                                                                  (Maria Inês Silva de Souza)


Canto sem Rima

Saudade que invade
Sincera e bondosa.
Malícia que supera,
a força de quem era.

Chorando na noite
Eu sinto, seu perfume
Vejo seu peito aberto
Coberto do meu amor.

Se a dor me deixar viver,
prometo ir ver você.
Mas se ela me matar,
eu irei lhe buscar.

Vou pô-lo bem do meu lado
Enchê-lo com meu abraço
Cobri-lo com meus beijos
Senti-lo só para mim.

                                                  (Maria Inês Silva de Souza)


Lágrimas de uma folha

O vento batia e outra folha caía.
Caindo sobre as que ali jaziam, elas faziam um som,
que mais parecia uma canção de ninar para aquelas que ainda
estavam penduradas, aos galhos já cansados daqueles troncos tristes.

                                                                           (Maria Inês Silva de Souza)


Tristeza

A tristeza vem como se fosse a guerra.
Ela é como a arma que lança uma bala em direção ao coração 
do herói de muitas batalhas.
É como o fogo que destrói a mata, a mesma mata que alimenta 
famílias e ampara os passarinhos.
Traz muitas lembranças de nossa infância.
Sua dor é mais forte que a dor da ingratidão.
É como dor que cala, que abre cilindros dentro da alma.
Pode fazer coisas terríveis, mas ela é frágil.
Quando a felicidade se aproxima ela lança uma mágoa, 
a qual a felicidade recebe como um sorriso,
Então vence a felicidade.
A tristeza fica para a próxima vez.

                                                          (Maria Inês Silva de Souza)


A Fé

Um dia eu fiquei doente
Pensei que ia morrer.
Dormia sem acordar
e acordava sem ter dormido.
Estava tão sozinha, mas, rodeavam-me os amigos.
Olhei em uma súplica para os céus e vi Deus.
Não vi seu rosto, mas sim sua face.
Não toquei sua mão, mas sim seu coração.
Não ouvi sua voz, mas senti seu perdão.
Então adormeci...Naquele sono senti que morria.
E finalmente acordei após um sono profundo;
o melhor do mundo.
Senti em minha alma que Deus havia me dado novamente a vida.
RENASCI, para AMAR a Deus.
                                                                    
                                                           (Maria Inês Silva de Souza)


Como a Gente se Apaixona?

As vezes eu me pergunto como a gente se apaixona?
A resposta? ela está no peito, dentro da alma.
A vida ensina que devemos amar a todos sem exceções nem preferências,
mas como a gente ama alguém de uma maneira tão especial? Para mim, 
penso assim: Eu o vi, não gostei dele, mas mesmo não gostando, não 
afastava o olhar dele. Ele possuía algo que eu também queria possuir.
Resolvi gostar dele e aceitá-lo, foi ótimo.
Fui amiga dele e o considerei um grande amigo, talvez o maior e melhor.
Falava de mim para ele como falo dele a essa folha.
O sorriso, o olhar, a atenção que ele me dedicava, tudo ficava cada dia melhor.
Bastava me separar dele um dia, e já ficava morrendo de saudade.
Quando não o via, me sentia vazia, me entristecia, meu trabalho e meus 
movimentos não rendiam, nada fazia com que me sentisse viva.
Mas eu sabia que no outro dia ele voltaria, novamente eu o veria e a paz
voltaria a me envolver.
Por quanto tempo isso duraria?
A resposta ainda não sei, pois tudo continua igual.

                                                                                               (Maria Inês Silva de Souza)