sábado, 27 de outubro de 2012

Confissão ao vento

Me inspiro em você
para escrever um poema
na noite, quando cai sereno
sonho com você no soneto do vento.

Na manhã vejo seu rosto
na tarde ouço seu sorriso
e ao chegar novamente a noite
só consigo ouvir meu pranto.

Meu pranto cai como chuva
na terra árida do deserto.
Cai como água fervente no fogo incandescente,
são temperaturas irmãs que se unem para morrer.

                                                       (Maria Inês Silva de Souza)


Nenhum comentário:

Postar um comentário