De repente, eu tô com medo.
Medo de acordar pela manhã e já
te ver ao meu lado. Medo de talvez
nem dormir, para guardar teu sono inocente.
Medo de ver-te cair e quebrar o pé
pequenino nos primeiros passos para a vida.
Medo de ver tua lágrima cair, e
eu não poder te consolar.
Medo de te ver pedir algo, e eu
não poder te dar.
Medo de te ver crescer cheio de "medos"
e "inseguranças" como eu.
Medo de não saber ensinar-te a
enfrentar a vida, a viver honradamente,
e viver de verdade. Meu pequenino,
ainda não é tua hora, mas se
quiseres chegar, as portas estão abertas;
Não só as portas dessa casa, mas desse
coração. Porque apesar de todos os medos,
o meu maior sonho é chamar-te "meu filho".
(Maria Inês Silva de Souza)

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