O extremo tema,
que faz ceder o poder,
do pecado passado,
que anseio e creio;
Pode ser chamado
segredo ou medo.
No cintilar da coroa
que reboa,
vai ao inferno eterno
onde conquistei um rei...
Sendo ousada ou reservada,
ouvi um clarim chamado a mim.
Veio através de videntos
ventos, tombando árvores
e proclamando predestinações.
Meus ensurdecidos ouvidos,
no dia da tirania, ouviram
e viram, mas não sentiram,
a canção de ondulação,
daquele mar sem par.
No aço, em que traço, no
coração uma paixão,
procura na vaidade, a
verdade de uma saudade.
Ao amanhecer, o dia se irradia
para trazer a luz que
reluz no leito desfeito,
do meu amante andante,
que agora, mora talvez,
no final da existência.
Onde também mora a
evidência de que eu
não mais o amo.
(Maria Inês Silva de Souza)
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