Ouço o canto do negro
que chora enquanto canta.
Vejo a lágrima na pele
que escoa em forma de suor.
Sinto o cheiro de sangue
do negro marcado na noite
por uma chibata bem seca
que lhe cortou a pele sangrenta.
Na pele do negro
que ensanguentado não chora
vejo a força da vida humana
lutando por sua glória.
Entre risos e sorrisos
ouço um som bem diferente
é o suor de sangue ardente
do negro que agora faz inerte recostado ao tronco.

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