sábado, 27 de outubro de 2012

A Rosa Morta

Ontem fui ao jardim
No chão havia uma rosa.
Pobre rosa já sem pétalas, 
sem pólen, sem vida.

Mas era a rosa mais linda
Pois ela já havia vivido,
enfrentando encantos e perigos
gozando de grandiosos sorrisos.

Era como um doce,
depois de ser apurado,
era como um sonho
depois de ser realizado.

Havia nela uma meiguice
pura, doce e serena.
Mostrava uma segurança
coberta de esperança.

Pois aquela rosa era eu
Bem depois de ser criança.
Seria calma e serena, pois
Já haveria encontrado a 
Paz, que a vida com a luta,
para cada um de nós trás.

                                                           (Maria Inês Silva de Souza)


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