Lá está ela sozinha,
sentindo-se perdida entre
tanta e solitária amplidão.
É tão só, quanto a própria solidão.
Parece que não percebe,
o que sente, ou até o que vê.
É como se estivesse perdida,
na sua própria dimensão!
É só, mas acolhedora;
É triste, mas traz alegria;
É única entre tantas outras;
Como ela ainda não houve.
E sem ela nenhuma haveria.
Quando chega a tardinha,
sozinha ao léu ela brilha.
Até que a lua, também fique sozinha.
No céu sem nenhum limite,
naquele que ainda não viste;
No céu do meu coração,
mora a mais pura paixão.
(Maria Inês Silva de Souza)
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