quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Tempestade no Coração

A chuva que cai,
lá na rua da amargura,
deságua na cachoeira,
onde mora a saudade tua.

O céu, que escuro está,
não pára de me olhar,
pois, ele quer me dizer,
pra deixar de amar você.

Se a chuva não me molhasse,
e o céu não me olhasse;
Talvez eu nem te amasse;
Quem sabe, nem te lembrasse.

Mas os sonhos, assim como a chuva,
vão embora e sempre voltam.
Eu amo você demais,
meu doce e suave rapaz.

                                                        (Maria Inês Silva de Souza)


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