Às vezes te procuro
nas ruas da minha vida,
e não te encontro.
Também te desejo em
horas vazias, para encher
esse espaço que é só falta tua.
Te vejo no espelho refletido,
todo o corpo, todo homem,
nada meu, bem distante,
mas quase eu...
E nos momentos em que mais
quero te falar, a voz não sai
da boca, brilha no olhar.
Mas, como não me aprendeu
ainda, comigo não vens falar.
Se amar é uma vontade
de não saber bem o quê,
eu te amo muito mais,
que todos os "por quês"...
E nessa vontade de ter-te,
algo ainda me apavora, me
entristece tanto, ao ponto de
chorar. E esse medo, nada
mais é, senão o medo de perder-te.
(Maria Inês Silva de Souza)

Nenhum comentário:
Postar um comentário