Quando as esperanças que sempre,
por muito tempo, guardamos,
de repente se confundem com um
demoroso rancor, e se esquecem
do verdadeiro sentido, é porque
já estamos por demasiadamente,
cansados de ter esperanças.
Hoje, me sinto assim.
Como se uma luz se apagasse,
me deixando sozinha em uma rua deserta,
por um caminho sem retorno,
com chaves que trancafiam rancor
com cadeados de solidão.
Quando tudo isso acontece,
é porque um ser, que um dia
já foi alguém, finalmente
foi desmascarado e,
no chão da amargura,
caiu sua máscara de carinho,
onde ficou espaço apenas,
para o egoísmo e o desespero
de estar sozinho.
(Maria Inês Silva de Souza)
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