Cristalina como a água,
inatingível como o infinito,
triste como um grito,
pura como a triste mágoa.
Sozinha como a lua no céu,
que vagueia no ilhéu,
dos sonhos sepultados,
de casais separados.
Singela como a pétala
da rosa que desfolha.
No jardim da imensidão,
onde dizem doer o coração.
Mas se é tanto e é nada,
se é tão linda e enamorada...
porque a saudade é tão vazia,
nos olhos do abandonado?
(Maria Inês Silva de Souza)
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