E a
palmeira canta
como um
sabiá que chora.
E a noite
vai,
num voltar
sem volta.
Nesse
mundo fantástico
em que sou
folha da palmeira,
pena do
sabiá, estrela da noite,
sinto meu
coração pulsar.
Como
tambores na mata virgem,
pois um
pássaro também pode
morrer ao
cair de uma palmeira,
em uma
noite sombria,
ao voltar
de uma fantástica
seresta
chamada natureza.
(Maria
Inês Silva de Souza)
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