Caminhos...
São tantos a seguir,
têm tantos a pedir
um pouco de atenção
em cada escolha que se faz.
Ruas...
como percorrê-las,
num dia, num mês,
se elas nunca se acabam
e às vezes se fazem perder.
Ventos...
sopram quando não precisam,
matam sem licença,
vão onde não esperam,
seguem sem fronteiras.
Vidas...
nascem todo dia, e
morrem todo o tempo,
vivem sem entender e
morrem sem aprender.
(Maria Inês Silva de Souza)
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Quem quer ser perfeito?
Perfeição é para "santos",
e longe de mim querer ser santa.
Só quero mesmo é conseguir viver,
ser feliz e crescer dentro de
um mundo além da vontade alheia.
Não dá para agradar aos outros
e a mim mesma, mas ser eu,
já é um problema para alguns.
Todos os dias acredito que dou
o melhor de mim, mas cada ser
tem sua tabela, sua medida, que
nunca parece ser a minha.
Procuro respeitar cada um com o
seu eu (sempre que possível), mas
sinto que isso não acontece comigo.
Será que aos olhos alheios
sou tão ruim, tão difícil, tão
deficiente de alcançar o lado
bom de tudo?
E eu? quem olha a minha avaliação
de si mesmo, vista por meus olhos?
Quem pergunta à mim os seus defeitos?
Tento sempre agradar, dar o meu melhor,
mas descubro cedo ou tarde, que já
cansei e não alcancei a plenitude,
pois, isso também é para os Santos!
(Maria Inês Silva dos Souza)
Perfeição é para "santos",
e longe de mim querer ser santa.
Só quero mesmo é conseguir viver,
ser feliz e crescer dentro de
um mundo além da vontade alheia.
Não dá para agradar aos outros
e a mim mesma, mas ser eu,
já é um problema para alguns.
Todos os dias acredito que dou
o melhor de mim, mas cada ser
tem sua tabela, sua medida, que
nunca parece ser a minha.
Procuro respeitar cada um com o
seu eu (sempre que possível), mas
sinto que isso não acontece comigo.
Será que aos olhos alheios
sou tão ruim, tão difícil, tão
deficiente de alcançar o lado
bom de tudo?
E eu? quem olha a minha avaliação
de si mesmo, vista por meus olhos?
Quem pergunta à mim os seus defeitos?
Tento sempre agradar, dar o meu melhor,
mas descubro cedo ou tarde, que já
cansei e não alcancei a plenitude,
pois, isso também é para os Santos!
(Maria Inês Silva dos Souza)
O que fazer para poder ser você
sem que sendo quem é, não
vá interferir no ser de alguém?
Como ser um alguém com
importância mesmo sem tolerância
para quem julga-se mais?
Onde ir quando o caminho
peregrinado de espinhos se
lança à sua frente num vão
de olhar ausente?
E se dizer, não for o bastante,
e se ouvir não for relevante,
se a tua verdade não for aceita,
se o teu ver não quiser ser visto?
Ah, que dor dolorida, vive o sincero,
o analista do mistério,
aquele que cansado fica, que
o coração grita, tentando provar
o seu sim, mas no fundo é
um "solito", uma lua num
ceú não límpido, onde as estrelas
ficam a distância esperando
que a esperança perdoe
sua alma ainda vibrante, mas
nunca aceita, sempre "rejeita".
Talvez ser você não seja bom,
para aqueles que te cercam,
quem sabe tu deva ver e dizer
quem "eles" são, antes que
eles te façam apenas ninguém.
(Maria Inês Silva de Souza)
sem que sendo quem é, não
vá interferir no ser de alguém?
Como ser um alguém com
importância mesmo sem tolerância
para quem julga-se mais?
Onde ir quando o caminho
peregrinado de espinhos se
lança à sua frente num vão
de olhar ausente?
E se dizer, não for o bastante,
e se ouvir não for relevante,
se a tua verdade não for aceita,
se o teu ver não quiser ser visto?
Ah, que dor dolorida, vive o sincero,
o analista do mistério,
aquele que cansado fica, que
o coração grita, tentando provar
o seu sim, mas no fundo é
um "solito", uma lua num
ceú não límpido, onde as estrelas
ficam a distância esperando
que a esperança perdoe
sua alma ainda vibrante, mas
nunca aceita, sempre "rejeita".
Talvez ser você não seja bom,
para aqueles que te cercam,
quem sabe tu deva ver e dizer
quem "eles" são, antes que
eles te façam apenas ninguém.
(Maria Inês Silva de Souza)
É tarde...
Não durmo.
Se não durmo,
penso.
Se penso, sofro.
Se sofro, choro.
Se choro, como.
Se como, engordo.
Se engordo, não agrado.
Se não agrado, me deprimo.
Se deprimida, me zango.
Zangada falo alto,
assim incomodo,
incomodada também fico.
Mas não grito,
pois se grito,
o mundo em volta fica aflito.
É tarde,
não durmo; meu sono
ficou surdo, mas não mudo,
ouço o mundo pelos olhos
abertos no escuro oculto,
penso, e pensando sofro,
e choro e por dentro morro,
se morro já não faz mais
falta o que penso, é como
um lenço, esquecido no banco
da praça pelo avesso,
pensamento ao vento.
(Maria Inês Silva de Souza)
Não durmo.
Se não durmo,
penso.
Se penso, sofro.
Se sofro, choro.
Se choro, como.
Se como, engordo.
Se engordo, não agrado.
Se não agrado, me deprimo.
Se deprimida, me zango.
Zangada falo alto,
assim incomodo,
incomodada também fico.
Mas não grito,
pois se grito,
o mundo em volta fica aflito.
É tarde,
não durmo; meu sono
ficou surdo, mas não mudo,
ouço o mundo pelos olhos
abertos no escuro oculto,
penso, e pensando sofro,
e choro e por dentro morro,
se morro já não faz mais
falta o que penso, é como
um lenço, esquecido no banco
da praça pelo avesso,
pensamento ao vento.
(Maria Inês Silva de Souza)
Estava frio e escuro,
olhava ao redor e via
mãos e braços, olhos e bocas,
todos me viam, mas nada faziam,
porque não podiam, até que queriam,
mas, eu estava sozinha.
Então chorei, andei, vaguei,
achei que o meu fim chegaria,
que tanta dor não aguentaria,
pois era uma dor no fundo só minha,
que a minha guarda resistia,
e com o tempo se acabaria.
E um belo dia, tanta dor já não ardia,
e uma nova luz se acendia;
Quanta alegria para uma nova
história que se inicia, e bocas
e olhos que me assistiam,
e eu ainda sozinha.
Foi-se então a agonia, agora
eu já sorria, e me achava toda prosa,
fazendo-me amorosa,
querida e requerida, mas só
a mim eu agradava, porque aos outros
já não importava, e me vi numa sala vazia,
pensei: estou sozinha.
Não importa o que eu faça para
aos outros agradar, tenho que agradar a mim,
pois aos outros sempre devo, e a mim
sempre desejo dar mais, e não
consigo jamais; olho então a consequência
e entendo a diferença: para mim, dou aos
outros o bastante, para eles não sou
o bastante, fico procurando no horizonte
um espelho para refletir-me e então poder
saber, que sozinha não vou voltar a ser.
(Maria Inês Silva de Souza)
olhava ao redor e via
mãos e braços, olhos e bocas,
todos me viam, mas nada faziam,
porque não podiam, até que queriam,
mas, eu estava sozinha.
Então chorei, andei, vaguei,
achei que o meu fim chegaria,
que tanta dor não aguentaria,
pois era uma dor no fundo só minha,
que a minha guarda resistia,
e com o tempo se acabaria.
E um belo dia, tanta dor já não ardia,
e uma nova luz se acendia;
Quanta alegria para uma nova
história que se inicia, e bocas
e olhos que me assistiam,
e eu ainda sozinha.
Foi-se então a agonia, agora
eu já sorria, e me achava toda prosa,
fazendo-me amorosa,
querida e requerida, mas só
a mim eu agradava, porque aos outros
já não importava, e me vi numa sala vazia,
pensei: estou sozinha.
Não importa o que eu faça para
aos outros agradar, tenho que agradar a mim,
pois aos outros sempre devo, e a mim
sempre desejo dar mais, e não
consigo jamais; olho então a consequência
e entendo a diferença: para mim, dou aos
outros o bastante, para eles não sou
o bastante, fico procurando no horizonte
um espelho para refletir-me e então poder
saber, que sozinha não vou voltar a ser.
(Maria Inês Silva de Souza)
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