segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O que fazer para poder ser você
sem que sendo quem é, não
vá interferir no ser de alguém?
Como ser um alguém com 
importância mesmo sem tolerância
para quem julga-se mais?
Onde ir quando o caminho
peregrinado de espinhos se
lança à sua frente num vão
de olhar ausente?
E se dizer, não for o bastante,
e se ouvir não for relevante,
se a tua verdade não for aceita,
se o teu ver não quiser ser visto?
Ah, que dor dolorida, vive o sincero,
o analista do mistério,
aquele que cansado fica, que
o coração grita, tentando provar
o seu sim, mas no fundo é
um "solito", uma lua num 
ceú não límpido, onde as estrelas
ficam a distância esperando
que a esperança perdoe
sua alma ainda vibrante, mas 
nunca aceita, sempre "rejeita".
Talvez ser você não seja bom,
para aqueles que te cercam,
quem sabe tu deva ver e dizer
quem "eles" são, antes que
eles te façam apenas ninguém.

                          (Maria Inês Silva de Souza)

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