As vezes eu me pergunto como a gente se apaixona?
A resposta? ela está no peito, dentro da alma.
A vida ensina que devemos amar a todos sem exceções nem preferências,
mas como a gente ama alguém de uma maneira tão especial? Para mim,
penso assim: Eu o vi, não gostei dele, mas mesmo não gostando, não
afastava o olhar dele. Ele possuía algo que eu também queria possuir.
Resolvi gostar dele e aceitá-lo, foi ótimo.
Fui amiga dele e o considerei um grande amigo, talvez o maior e melhor.
Falava de mim para ele como falo dele a essa folha.
O sorriso, o olhar, a atenção que ele me dedicava, tudo ficava cada dia melhor.
Bastava me separar dele um dia, e já ficava morrendo de saudade.
Quando não o via, me sentia vazia, me entristecia, meu trabalho e meus
movimentos não rendiam, nada fazia com que me sentisse viva.
Mas eu sabia que no outro dia ele voltaria, novamente eu o veria e a paz
voltaria a me envolver.
Por quanto tempo isso duraria?
A resposta ainda não sei, pois tudo continua igual.
(Maria Inês Silva de Souza)

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