Serão eles realmente loucos?
Serão eles pessoas doentes, que vivem em lugares imundos
sem ver o mundo ao seu redor?
Quais as perguntas que eles fazem entre si, para saber
o que significa nossa violência racional e sem loucura?
Será que não somos nós os loucos e eles os juízes,
donos de nosso fim?
Qual é a resposta para aquelas perguntas que eles
tem a fazer e nós nunca teremos respostas?
Na realidade eles são crianças em outra geração,
jovens com outra juventude, velhos com mais sabedoria.
Eles são verdadeiros seres humanos, que não servem o mundo;
Mas o mundo é que os serve. E tem que aturá-los;
Pois, eles são frutos, flores mortas de sua ignorância e desamor.
(Maria Inês Silva de Souza)

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