Abro os olhos, vejo amanhecer,
deslizando a caneta do pensamento
sobre as linhas macias
do lençol ainda aquecido.
A cabeça matutando rimas e sonetos,
a música ao longe, se confunde
com a suavidade do vento,
que sopra na praia do pensamento.
Surge então uma rima:
Sorria, alegria.
Mas acho-as muito singelas
e viro as páginas já amarelas.
Quando ponho os pés no chão,
enfrentando a multidão;
A multidão de sonhos e paisagens
envoltas em pura e meiga saudade.
(Maria Inês Silva de Souza)
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