domingo, 28 de outubro de 2012

Violência

Qual a razão de tanta violência, de mortes e tanto desamor?
Por que o homem vive em eterno conflito
com a própria vida e até mesmo com suas almas?
O amor está sendo suplantado pelo ódio e pelo rancor.
A bondade e a simplicidade pela ganância e pela falta de sensibilidade.
O carinho complementado pelo dinheiro.
Cada mundo, de cada alma, têm sua própria forma de destruição
esquecendo tudo o quanto importa, principalmente Deus.

                                                              (Maria Inês Silva de Souza)


Serão eles loucos?

Serão eles realmente loucos?
Serão eles pessoas doentes, que vivem em lugares imundos
sem ver o mundo ao seu redor?
Quais as perguntas que eles fazem entre si, para saber 
o que significa nossa violência racional e sem loucura?
Será que não somos nós os loucos e eles os juízes, 
donos de nosso fim?

Qual é a resposta para aquelas perguntas que eles
tem a fazer e nós nunca teremos respostas?
Na realidade eles são crianças em outra geração, 
jovens com outra juventude, velhos com mais sabedoria.
Eles são verdadeiros seres humanos, que não servem o mundo;
Mas o mundo é que os serve. E tem que aturá-los;
Pois, eles são frutos, flores mortas de sua ignorância e desamor.

                                                                           (Maria Inês Silva de Souza)


sábado, 27 de outubro de 2012

Eu Te Amo

Eu te amo por sua malícia,
Te amo por teu senso de humor,
Te amo por teu cinismo,
Te amo por tua indiferença,
Te amo porque eu sou uma tola,
Te amo porque você merece,
Te amo pelo simples desejo de amar.

                                             (Maria Inês Silva de Souza)




Meu sonho é o campo

Como era maravilhoso morar no campo,
para mim a cidade grande era um sonho.
Mas um dia vim para ela.
Não vim por minha vontade.

Aqui tudo é temporário e inerte,
cada pessoa, até o cheiro da terra.
O ar é demasiadamente pesado,
as plantas pedem carinho.

As flores não tem perfume,
a vida não tem esfera.
Minha vida mudou tanto
que as vezes, penso que caí em outra dimensão.

No campo eu tinha o céu,
aqui os arranha-céus sufocam meu panorama.
No campo eu tinha as estrelas,
aqui vejo fogos de artifícios ferindo e matando.

Eu me pergunto porque eles não são
como as estrelas que só embelezam.
Aliás nem preciso deles
prefiro as estrelas.

Hoje não sou mais criança
moro na cidade e sei de seus perigos,
mas ainda prefiro 
o campo pois, lá eu nasci e lá

Eu me encontro.
Encontro todos os meus sonhos,
que em menina aspirei.
Mas, hoje para mim o CAMPO é um SONHO.

                                      (Maria Inês Silva de Souza)


A Chuva e o Céu

Olho a chuva e o céu
e encontro mais que paz.
Encontro a vontade de poder
sentir mais fundo o que vejo.

Vejo a folha da planta
que brilha no clarão do céu.
Vejo uma pequena lagoa
da qual nenhum pássaro pode beber.

Vejo o pássaro voando
ao qual ninguém pode capturar.
Olho a criança correndo
vivendo e aprendendo.

Depois de ver tanta coisa
decidi que vou somente sorrir.
Não quero mais chorar
quero sonhos capturar.

Viver tudo em grandes momentos
é tudo que me interessa.
É exatamente o que eu quero
que você comigo aprenda.

                                                     (Maria Inês Silva de Souza)


Procura

Estive pensando...
em como o mundo é cruel.
É comigo, é com você, é conosco.
Mas os culpados somos nós mesmos.

Sabe que as vezes eu penso,
que neste mundo não há vida.
Claro que somente penso,
pois se provasse, as pessoas se assustariam.

O homem encontrou uma maneira estúpida
de exorbitar a degradar a natureza,
e até mesmo a vontade sagrada de Deus,
sem pensar nas consequências.

Fico embebecida com a beleza
e triste com a amargura
que a doce natureza conduz
pelos séculos que se reduzem.

Talvez algum dia mude,
e então quem sabe,
eu possa sentir-me viva
nesse mundo de falsa felicidade.

                                            (Maria Inês Silva de Souza)




No crepúsculo da noite

Eu estou aqui
ouvindo sons diversos
de feras e insetos
que na escuridão procuram sua sorte.

Ouço os insetos,
choram como bebês,
amedrontados com seu próprio ruído,
perdidos em chamados de mães desesperadas.

Num canto deste crepúsculo
encontro uma criança
que chora já há muito
sem fé nem esperança nas lágrimas que há muito rolam.

Das mãos trêmulas que acaricio,
das lágrimas que seco,
vejo no rosto cansado
brotar o mais lindo sorriso.

Depois de passar muitos anos
de sorrisos multiplicados
vejo que no crepúsculo da noite
colhi uma esperança.

                                             (Maria Inês Silva de Souza)